Leia a lenda que a Elena adora
A Águia e o Cacto
Um povo errante segue a promessa de um deus pela terra, procurando um único sinal: uma águia, um cacto e uma serpente, que finalmente lhes diria onde era o lar deles.
Há muito tempo, o povo mexica vagou por gerações, procurando um lugar para finalmente chamar de lar. O deus deles, Huitzilopochtli, tinha dado a eles uma única promessa para guiar a jornada: quando encontrassem uma águia pousada num cacto espinhoso, devorando uma serpente, esse seria o lugar, e só esse, onde estavam destinados a construir sua cidade.
Por anos os mexicas atravessaram vales e montanhas, sempre olhando para o céu, sempre procurando entre os cactos que cresciam pelo caminho, mas o sinal nunca aparecia. Alguns ficaram cansados e queriam se estabelecer em qualquer lugar onde a terra fosse boa, mas os anciãos lembravam a todos da promessa, e o povo continuava caminhando.
Um pântano no meio de um lago
Por fim, a jornada os levou até as margens de um grande lago, com águas tão largas que mal davam para ver a outra margem. No meio da água havia uma pequena ilha pantanosa, o tipo de lugar que ninguém escolheria para construir uma cidade: enlameada, meio alagada, cheia de juncos.
Finalmente, o sinal
Mas ao olhar mais de perto para aquela pequena ilha, lá estava: uma águia enorme, empoleirada num cacto nopal que crescia direto da rocha, com uma serpente segurada delicadamente no bico. O povo ficou em silêncio, e então começou a chorar de alívio, pois depois de tantos anos vagando, tinham finalmente encontrado o lugar que Huitzilopochtli tinha prometido a eles.
Uma cidade construída sobre a água
Eles começaram a trabalhar na hora, cravando estacas de madeira na lama e construindo suas casas cada vez mais altas sobre o pântano, até que uma cidade inteira surgiu do próprio lago, cortada por todo lado por canais em vez de ruas. Deram a ela o nome de Tenochtitlan, e com o tempo ela virou uma das maiores cidades que o mundo já viu, com seus mercados, templos e jardins repousando suavemente sobre a água onde a águia um dia esteve.
Até hoje, a águia continua em cima do cacto, com a serpente no bico, bem no centro da bandeira do México: uma promessa cumprida, carregada de uma longa caminhada pela terra até o coração de uma nação.
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Duerme, Mi Estrellita
Toque baixinho enquanto lê: uma canção de ninar mexicana tradicional tocada à mão, a mesma cultura de onde vem esta lenda.
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