Lê a lenda que o Lu adora
Arion e o Golfinho
Um célebre músico, atirado ao mar por marinheiros gananciosos, é salvo por um amigo inesperado, encantado pela sua própria música: a antiga lenda grega de Arion e o golfinho.
Há muito tempo, na Grécia antiga, vivia um célebre poeta e músico chamado Arion, famoso em toda a terra pela sua extraordinária destreza na cítara, um instrumento de cordas semelhante a uma lira. Viajava de cidade em cidade, competindo em concursos de música e ganhando fama, admiração e uma boa fortuna em prémios pelo caminho.
Depois de uma viagem particularmente bem-sucedida, Arion contratou um navio para o levar a casa através do mar, os seus ganhos guardados em segurança a bordo. Mas a meio da travessia, alguns marinheiros começaram a olhar com inveja para o seu dinheiro de prémios, e conspiraram em silêncio para o atirar borda fora assim que estivessem longe de terra, planeando depois afirmar que ele se tinha simplesmente perdido no mar.
Uma Última Canção
Quando Arion percebeu as intenções dos marinheiros, compreendeu que não havia como escapar do navio no meio do mar aberto. Calmamente, fez apenas um último pedido: que o deixassem vestir as suas melhores vestes e cantar uma última canção, de pé na proa, antes de executarem o seu plano. Curiosos e indiferentes, os marinheiros não viram mal nisso, e concordaram.
Uma Canção que Encantou o Mar
Arion cantou a canção mais bela da sua vida, a sua voz elevando-se clara e forte sobre as ondas. O que os marinheiros não sabiam era que um grupo de golfinhos se tinha reunido perto do navio, atraído pela música que ecoava sobre a água. No momento em que a canção terminou, Arion saltou ele próprio da proa para o mar, em vez de esperar que o atirassem, e mesmo quando tocou a água, um golfinho nadou por baixo dele e ergueu-o suavemente para as suas costas.
Levado em Segurança até à Praia
O golfinho nadou sem parar, transportando Arion durante muitas milhas, até à costa perto do Cabo Ténaro, onde finalmente pisou terra firme, são e completamente ileso. Dali, dirigiu-se à corte do rei que outrora o tinha acolhido como hóspede. Algum tempo depois, o mesmo navio chegou ao porto, e os seus marinheiros contavam a quem quisesse ouvir que Arion tinha simplesmente escolhido ficar na cidade que tinham deixado. O rei, já conhecendo a verdade, revelou que Arion estava vivo diante deles, e os marinheiros, apanhados na sua própria mentira, não tiveram outra escolha senão confessar tudo.
Para honrar o seu resgate, Arion mandou mais tarde erguer uma estátua de bronze de um rapaz montado num golfinho no Cabo Ténaro, onde o golfinho o tinha primeiro levado a salvo. E até hoje, a sua história continua a ser contada e recontada, uma lembrança de que a música e a beleza podem comover até os corações mais selvagens do mar, e que a verdadeira bondade por vezes vem dos amigos mais inesperados.
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Nani Nani
Toca-a suavemente enquanto lês: uma canção de embalar grega tradicional, da mesma terra onde esta lenda nasceu.
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