Lê o conto que a Lu adora
Os Três Porquinhos
Três irmãos, três casas, e um lobo capaz de deitar abaixo duas delas com um sopro: um dos contos mais queridos da língua inglesa, e mais antigo do que ninguém sabe dizer.
Três porquinhos cresceram e partiram pelo mundo para construir cada um a sua casa. O último conselho da mãe foi que construíssem bem, e que não tivessem demasiada pressa, mas dois dos três já iam a meio caminho da estrada e só ouviam pela metade.
O primeiro porquinho encontrou um homem que levava um molho de palha e pediu-lhe o suficiente para construir uma casa. À hora de almoço a casa estava pronta, dourada e macia, e o primeiro porquinho deitou-se ao sol muito contente consigo mesmo. O segundo porquinho trocou uma manhã de trabalho por uma carga de gravetos, teve a sua casa de pé à tarde, e achou que o irmão tinha sido tolo por demorar tanto.
O lobo chega
Nessa noite um lobo desceu o caminho, parou na casa de palha e disse: porquinho, porquinho, deixa-me entrar. O primeiro porquinho disse que não. Então o lobo encheu o peito de ar, soprou e assoprou e deitou a casa de palha ao chão, e o primeiro porquinho correu o mais depressa que as pernas o levavam até à casa de gravetos do irmão.
O lobo seguiu-o, pôs-se à frente da casa de gravetos, disse a mesma coisa e recebeu a mesma resposta. Soprou e assoprou, e desta vez levou um pouco mais de tempo, mas a casa de gravetos também caiu, e os dois porquinhos correram juntos colina acima até à casa que o irmão mais novo tinha construído.
A casa de tijolo
O terceiro porquinho tinha passado uma semana inteira na sua casa, assentando tijolo sobre tijolo enquanto os irmãos riam e lhe chamavam lento. Agora os dois estavam lá dentro, sem fôlego, e o lobo estava à porta. Disse: porquinho, porquinho, deixa-me entrar, e quando a resposta foi não, soprou e assoprou até ficar sem fôlego, e nem um único tijolo se tinha mexido.
O lobo não estava habituado a ser vencido, por isso tentou outras maneiras. Falou ao terceiro porquinho de um campo de bons nabos e ofereceu-se para o encontrar lá às seis da manhã seguinte. O porquinho foi às cinco, encheu um cesto, e estava em casa com a porta fechada antes de o lobo sequer partir. O lobo tentou outra vez com uma macieira, mas o porquinho atirou uma maçã tão longe pela estrada que, quando o lobo correu atrás dela, o porquinho já estava a salvo dentro de casa outra vez.
Pela chaminé
Por fim o lobo trepou ao telhado, tencionando descer pela chaminé. Mas o terceiro porquinho ouviu-lhe as patas nas telhas, e em silêncio avivou o lume, e pendurou por cima uma grande panela de água a ferver. Quando o lobo sentiu o calor a subir pela chaminé na sua direção, decidiu que afinal não queria entrar. Desceu como pôde, fugiu para o bosque, e nunca mais se aproximou daquela casa.
Os três porquinhos passaram a viver juntos na casa de tijolo, e havia espaço de sobra para todos. Os dois que se tinham rido do irmão por construir tão devagar já não se riam disso. Uma casa que leva uma semana a construir, tinham aprendido, é a que fica de pé quando o vento passa.
▶ Ver no nosso canal do YouTube
Canção de Embalar de Yorkshire
Toca esta melodia baixinho enquanto lês Os Três Porquinhos em voz alta: uma canção de embalar tradicional, tocada ao vivo, de Yorkshire, um condado de vales verdes e quintas de pedra no norte de Inglaterra.
Mais contos, mais canções de embalar
Este é um conto de uma coleção em crescimento de histórias tradicionais de todo o mundo, cada uma associada, sempre que possível, a uma verdadeira canção de embalar da mesma cultura.
